Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

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Refinamento taxonômico de microfósseis mesoproterozoicos (1.5 a 1.0 Ga) do Grupo Paranoá, Minas Gerais, Brasil: implicações cronobioestratigráficas

Projeto de pesquisa

Período
2016–2019
Resumo
Recentemente amostras do Grupo Paranoá (1.5 a 0.9 Ga) foram coletadas na Serra de São Domingos, em Buritis, MG, e revelaram palinomorfos variados com excelente preservação. Este fato revelou material paleontológico de grande importância, já que i) trata-se da primeira recuperação de microfósseis do Grupo Paranoá, e, junto com o registro do Grupo Conselheiro da Mata, estão entre os palinomorfos mais antigos do Brasil; e ii) permitiu a identificação preliminar de cinco táxons e o reconhecimento de novos caracteres não observados em outros espécimes destes táxons, advindos de outras unidades cronocorrelatas do mundo. A boa preservação dos fósseis e sua classificação taxonômica revelou um outro aspecto importante: trata-se de formas restritas ao Mesoproterozoico mundial e ocorrem em apenas outras quatro localidades. A ocorrência no Brasil seria a quinta, o que significaria aumentar a abrangência geográfica destes microfósseis de ocorrência temporal restrita. Esta conclusão abre frente para um novo tipo de estudo: a bioestratigrafia do Mesoproterozoico. Não há estudos neste sentido e os fósseis do Grupo Paranoá, por sua excelente preservação, apresentam grande potencial para os primeiros passos rumo a um esquema que defina táxons de importância biocronoestratigráfica. Os dados aqui obtidos serão de grande interesse para estudos seguintes abrangendo paleoecologia, eventos evolutivos e elaboração de um esquema mundial de bioestratigrafia para o Mesoproterozoico.

Coordenador