FÁCIES SEDIMENTARES E PALEOGEOGRAFIA DA GLACIAÇÃO MACAÚBAS NO NORDESTE DA SERRA DO ESPINHAÇO MERIDIONAL
Projeto de pesquisa
- Período
- 2017–2019
- Resumo
- O projeto foca as rochas glaciogênicas do Grupo Macaúbas (GrMac) da porção nordeste da Serra do Espinhaço Meridional (SdEM), no âmbito da cidade de Couto de Magalhães de Minas e de Inhaí (distrito de Diamantina). A Serra do Espinhaço é uma faixa orogênica mesoproterozoica com 1200 km de extensão N-S, estendendo-se até o extremo norte da Bahia. A cordilheira é segmentada nos domínios setentrional e meridional, tendo a SdEM extensão de 300 km desde Belo Horizonte para o norte, bordejada por rochas do GrMac, que assentam-se sobre rochas do SgEsp em discordância erosiva e angular. Vestígios de glaciação proterozoica nas margens do Cráton São Francisco (centro-leste do Brasil) são descritos desde o início do século passado. Estudos de paleomagnetismo e geocronologia em diques de basaltos do leste do cráton resultaram em idades de 1.01 a 1.08 Ga e paleolatitudes de 45º a 65º N, atribuindo-se esta à causa da glaciação na região. As rochas no âmbito da área de estudo são caracterizadas por diamictitos com clastos de litotipos e tamanhos diversos em matriz pelítico-arenosa e por ritmitos caracterizados por alternâncias de pelitos, siltitos e arenitos finos, com características de varvitos, apresentando, eventualmente, clastos como dropstones. Essas unidades foram agrupadas nas formações Jequitaí e Chapada Acauã, respectivamente. A distribuição e conformação das unidades do GrMac sugere como centro de dispersão dos glaciares a SdEM, portanto, a caracterização de estruturas glaciais e a