GEOQUÍMICA ISOTÓPICA DE FORMAÇÕES FERRÍFERAS DAS SEQUÊNCIAS AFLORANTES NA BORDA SUDESTE DA SERRA DO ESPINHAÇO MERIDIONAL
Projeto de pesquisa
- Período
- 2017–2019
- Resumo
- Este projeto aborda formações ferríferas bandadas (BIFs), minério de ferro (30-35% de Fe) da borda sudeste da Serra do Espinhaço Meridional, região de Conceição do Mato Dentro (CMD). Pertencem ao Supergrupo Espinhaço, com idade mínima de 1666 Ma (U – Pb em zircões detríticos). As BIFs de CMD estendem-se por dezenas de quilômetros, associadas a quartzitos e xistos/filitos plataformais e, em locais, a carbonatos (dolomitos) plataformais, portanto, consideradas tipo Lago Superior. A deposição de BIFs no Mesoproterozoico são pontuais e inúmeras hipóteses são propostas para explicar a descontinuação global das BIFs. As maiores concentrações de BIFs ocorreram quando da oxidação dos oceanos no Grande Evento de Oxigenação (GOE, 2.4 a 2.3 Ga). Após 1.85 Ga os registros de BIFs diminuíram devido às baixas concentrações de oxigênio nos oceanos, que impediram a dissolução de Fe2+, seu transporte e deposição. Portanto, os depósitos de CMD são particularmente importantes para a compreensão da evolução atmosférica e composição química dos oceanos do Mesoproterozoico. A geoquímica, mineralogia e petrografia dessas rochas permitirá entender o estado de oxidação do ambiente durante a deposição, sob uma atmosfera que não apresentava altos níveis de oxigênio, além de indicar eventuais contribuições bióticas na oxidação do Fe. A análise geoquímica de elementos traços redox e isótopos de Fe e O das BIFs e xistos/filitos grafitosos associados, pode indicar características do ambiente deposicional.