Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri

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MAPAS MENTAIS DE PESSOAS COM SURDEZ TOTAL OU PARCIAL

Projeto de pesquisa

Período
2016–2017
Resumo
A geografia é parte constituinte do ser do homem. Não há sociedade que prescinda de uma geografia, não há homem que não a pratique. À medida que experienciamos o mundo e constituímos o mundo da vida, formamos imagens mentais carregadas de elementos objetivos e subjetivos – objetos e imaginação. Estas imagens são formadas por meio da percepção do ambiente em que vivemos e da intersubjetividade com a qual construímos nossa relação com o outro e com o mundo. Podemos chamar estas imagens de mapas mentais. Se por um lado o mapa mental de cada pessoa é único, por outro, há neles algo em comum, que reflete a relação daquele grupo com seu meio. Buscamos, portanto, a essência destas imagens mentais. Este não é um desafio pequeno – uma vez que tentamos “retirar” uma imagem do plano mental a transpô-la para uma representação, podemos encobrir a verdadeira essência. Entretanto, se nos furtamos desta tarefa, perdemos a oportunidade de compreender como pequenos coletivos entendem, se apropriam e lidam com seus ambientes. Assim, esta pesquisa objetiva levantar a percepção ambiental da cidade de Diamantina em pessoas portadoras de deficiência auditiva, congênita ou adquirida, por meio de mapas mentais. Para isso, devemos também compreender como os sentidos interferem na maneira como percebemos e organizamos o espaço, e os conceitos de paisagem, lugar, percepção ambiental e a maneira como nos relacionamos com o meio a partir de corpo e, mais especificamente, da surdez

Coordenador