A Análise da Bacia-Espinhaço com foco nas fontes primárias da mineralização diamantífera da Formação Sopa-Brumadinho no Distrito de Sopa-Guinda, Diamantina/MG
Projeto de pesquisa
- Período
- 2017–2019
- Resumo
- Uma das maiores incógnitas da geologia da Serra do Espinhaço diz respeito à origem dos diamantes que ocorrem em rochas metassedimentares, tanto a rocha primária como os locais de afloramento dessas rochas. A ocorrência de diamantes na Serra do Espinhaço é conhecida desde o primeiro quartel do Século XVIII. Esses diamantes ocorrem em metaconglomerados e metabrechas da Formação Sopa-Brumadinho do Supergrupo Espinhaço (Mesoproterozóico, ~ 1710 Ma) e nos aluviões e coluviões do sistema de drenagem das bacias hidrográficas que nascem no âmbito da cordilheira. As rochas e fontes primárias desses diamantes tem sido motivo de disputa desde os primeiros trabalhos abordando o tema, ainda nos idos dos séculos XVIII e XIX. Há indicações da presença de diamantes em rochas intrusivas sinsedimentares na Formação Sopa-Brumadinho (Moraes 1937, Correns 1932, Almeida Abreu & Renger 1999, 2001) e caso essas rochas sejam caracterizadas como a fonte primárias dos diamantes da região será um avanço significativo para a geologia da Serra do Espinhaço, ao mesmo tempo em que se abrem novas perspectivas de interesse econômico na prospecção e exploração das rochas primárias dos diamantes da região. A polêmica sobre as áreas fontes desses diamantes persiste até os dias atuais e, portanto, representa um tema atual e de interesse científico e econômico, ressaltando o impacto muito positivo com o sucesso dos trabalhos de pesquisa propostos.