CONSTITUIÇÃO DE CORPORA INFANTIS LONGITUDINAS: O USO LINGUÍSTICO E GESTUAL INFANTIL ANALISADO ATRAVÉS DA LINGUÍSTICA DE CORPUS
Projeto de pesquisa
- Período
- 2017–2018
- Resumo
- Em 1974, as discussões sobre a qualidade e a quantidade do input ofertado às crianças no período de aquisição da LM eram controversas. Os corpora infantis não representavam o uso de uma comunidade de falantes ou faixa etária. Discutiu-se o tema, mas não se atribuiu importância ao papel do input no desenvolvimento da produção linguística infantil. Não se atribuiu valor, dada a exiguidade dos corpora, à coleta e ao tratamento dos dados referentes à fala e à gestualização dos infantes. Este relato aponta que ocorre mudança no foco das pesquisas sobre o uso linguístico infantil com a publicação do livro de Hart e Risley, "demonstrando forte relação entre uma medida básica de produção lexical infantil /.../ e a escassez do input" (SNOW, 2014, p.118). Este projeto se enquadra neste cenário. Endossamos as propostas interacionistas: o que a criança recebe influencia no que ela produz. Os diálogos entre adultos e crianças, especialmente mães e filhos, são marcantes no desenvolvimento das crianças desde os primeiros dias de vida. Assumida essa premissa, a coleta de dados espontâneos através de gravações e filmagens torna-se pertinente. Justifica-se o uso dos corpora como metodologia de coleta, análise e acompanhamento longitudinal da evolução da expressão sonora e gestual das crianças. Serão sessões de registro de crianças em uso espontâneo com periodicidade regular. Este estudo visa verificar a hipótese de Cresti et al e Crystal sobre a precedência da entonação ao léxico. O segundo mo